Allan: um ítalo-catarinense na corte européia

Por Sandro Incurvati - julho 2009

Allan: fundem-se nele a paixão pela MPB, o instinto da pintura, a alegria de viver. Conhecido em Blumenau no circuito dos locais de música ao vivo, está em rápida ascensão no mundo da pintura contemporânea seja em Blumenau seja no outro lado do oceano, na velha Europa.

Allan Rodrigo Eugênio Lenzi nasceu em 1974 Allan LenziAllan Lenziem uma tradicional família italiana de Doutor Pedrinho, cidade agrícola do interior do estado de Santa Catarina. Filho de um caminhoneiro e de uma professora que gostava de pintura a óleo, desde cedo apresentou tendências artísticas, aprendendo sozinho a tocar violão e desenhando nas páginas de seus cadernos da escola. Adolescente, tocou em algumas bandas de rock, sempre pintando seus quadros. No ano de 2007 participou de uma seletiva promovida pelo Circolo Trentino da cidade de Blumenau, sendo um dos escolhidos para a mostra coletiva de artistas plásticos catarinenses na Itália, nas cidades de Roma e Firenze.
Encontra-se, atualmente, produzindo os trabalhos para sua primeira exposição individual na cidade de Lisboa, Portugal, em agosto de 2009.


Allan, quando você descobriu o seu talento na pintura?
Com uns 11 anos. Sempre rabisquei tudo, parede, cadernos e também via minha mãe pintando os quadros dela.

Qual foi a sua emoção quando as suas obras foram escolhidas para a coletiva na Itália?
O que tu achas que uma pessoa que nunca tinha mostrado seu trabalho em exposições e de repente leva, meio sem querer, dois trabalhos numa seletiva e é escolhido, sentiria? Fiquei maravilhado, feliz né cara?!!

Quais foram os artistas do passado que inspiraram o seu estilo?
M.P.Escher, Miró, Pollock e amigos.

Qual é a emoção que predomina enquanto desenha? E qual é a sua inspiração?
O que me inspira? A natureza, o cotidiano. Não existe uma emoção que predomina...

As suas obras, de predominante conteúdo onírico, têm uma mensagem particular?
Não. Eu pinto. Minha mensagem é paz para todo mundo. E beleza. É isso.

Qual é a sua expectativa com a exposição de Lisboa?
Na verdade estou nervoso com essa exposição que é pra começar agora em agosto. Estou ansioso e excitado.

Como se fundem a música e a pintura na arte de Allan?
É uma coisa que vem comigo. Sempre fui assim, é uma coisa incutida em mim. É uma fusão natural.

Depois de Lisboa, quais são seus projetos a curto e médio prazo?
A curto é fazer uma exposição em Roma e no interior da Itália. Voltando ao Brasil, terminar o cd da minha banda, na qual sou o compositor, violonista e backing vocals.



Obrigado Allan, parabéns pelas tuas obras. ItaliaCatarinense te deseja boa sorte na Europa, e patrocinará o teu trabalho na velha bota.

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