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INSTITUTO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO ÀS COOPERATIVAS HABITACIONAIS

Moradia sem burocracia!

INOCOOP/SC volta a realizar o sonho da casa propriaINOCOOP/SC volta a realizar o sonho da casa propria

No início da década de 60, do século passado, com a tomada do governo pelos militares, o Brasil passou a ser controlado sob regime autoritário e, a partir desta época começou a conviver com um Sistema Habitacional de grande magnitude e vultuosas pretensões. Dentro dele estava previsto um atendimento segmentado à população, segundo critérios de renda, e as Cooperativas Habitacionais (a serviço dos programas governamentais) passaram a ter um lugar reservado, quase privilegiado, junto ao chamado mercado econômico, com a criação do BNH para financiar e, dos INOCOOPS, para assessorá-las técnica e administrativamente.
Com estes procedimentos emanados do regime as Cooperativas Habitacionais perderam completamente sua autonomia, reduzindo-se a meros figurantes no processo de construção e financiamento de moradia à população. Apesar desta distorção foi possível atender parcialmente a demanda habitacional da classe média brasileira, mas com soluções parciais perante a grande demanda, isto é, não conseguem resolver o déficit habitacional no pais, apesar do volume de recursos destinados para tal finalidade.
Em 1986, com a extinção do BNH, o programa de Cooperativas assessoradas pelos INOCOOPS viu-se, de uma ora para outra, entregue à orfandade, passando os controles para outro agente financeiro, a Caixa Econômica Federal, que pouco ou quase nada conhecia de Cooperativismo Habitacional, resultando daí uma drástica redução no volume de recursos até então aplicados em projetos habitacionais das Cooperativas.
Constatou-se, então, que as Cooperativas Habitacionais surgidas pelas mãos do Estado, quando esta mão foi retirada, o setor quase que desapareceu. Numa visível contradição, acabou repercutindo, também, na sobrevivência dos INOCOOPS que, a partir de então, não conseguiram dar continuidade às funções que lhes foram atribuídas tendo, a maioria deles paralisado as atividades ou simplesmente extintos.
Evidentemente, o fim do BNH e a falta de uma política habitacional efetiva tiveram influência decisiva sobre o abandono das Cooperativas Habitacionais.
A partir da nova constituição de 1988 passou-se a falar, e com muita ênfase, na autogestão das Cooperativas, que, sem sombra de dúvida, foi a conquista constitucional mais significativa do Cooperativismo brasileiro dos últimos tempos.
O fato, no entanto, é que a autogestão das Cooperativas Habitacionais, por uma série de interferências, inclusive do próprio Sistema OCB, ainda não foi submetida à uma prova de experiência comprovada e reconhecida, apesar de já existirem vários empreendimentos construídos pelo Sistema Autofinanciado (autogestão) e com resultados bem significativos, inclusive aqui na Grande Florianópolis.
Com aquela frustrada atuação do Estado no controle das Cooperativas Habitacionais, usadas numa condição de meras delegadas do BNH (CEF), os erros e acertos que se cometeram no âmbito da política oficial para o setor estão entre os motivos que explicam a persistência do elevado DEFICIT habitacional, quarenta anos depois da edição do mais ambicioso Plano Nacional da Habitação.
Fazendo uma retrospectiva destes quarenta anos, verifica-se que nos últimos 20 anos viveu-se um período de transição, lenta e gradual, inclusive na oferta de moradia, mesmo considerando a disponibilidade de recursos para financiar.
Entre uma situação e outra a construção de moradia não parou, mas contínua sofrendo com o vácuo provocado pela desativação dos INOCOOPS, que interromperam o cadastramento, a orientação e preparação das pessoas interessadas na construção da casa própria.
Com a reativação do INOCOOP/SC estaremos contribuindo para que o cooperativismo habitacional participe concretamente da construção de moradia para as camadas mais necessitadas da população e a custos mais econômicos.
Perante estes fatos e encarando esta nova realidade ligada ao financiamento da casa própria, os diretores remanescentes do então INOCOOP/SC decidiram reativar suas atividades para oferecer estes serviços aos empresários da construção civil, aos agentes financeiros e às próprias Cooperativas Habitacionais de qualquer parte do país.

Estamos atendendo no horário comercial, de 2ª a 6ª feira em nossa sede, sito a:
Rua Caetano Silveira de Matos n°2610, Sala 07 em Palhoça – SC.
Fone: (048) 3033-1312
e-mail: inocoopsc@inocoopsc.com.br
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